mais uma da série “a mulher na publicidade”

By Fernanda Azevedo

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publicidade de revista da década de 70! ridííííículo.

 e quando me falam que isso aí de cima já era, eu me lembro do taxista que me transportou há uns meses atrás e insistia que eu deveria ter “pelo menos um filho”, porque a mulher “foi feita para isso”.

eu dei muito escândalo.

gosto da idéia do seminário “a mulher na publicidade”. podíamos todas reunir o máximo de material possível, pesquisando.

2 Respostas para “mais uma da série “a mulher na publicidade””

  1. Diana Azevedo Correia de Souza Disse:

    É incrível como não apenas propagandas antigas porém as bem atuais, reforçam um imaginário sobre a mulher que a infantilizam, mostrando claramente, para usar uma terminologia de Foucoault, a colonização do corpo e da mente da mulher. São muitos os aspectos abordados subliminarmente pela propaganda, onde os valores são naturalizados (tanto os ditos positivos quanto os negativos, mantendo uma postura maniqueísta) e o corpo vira carne exposta num balcão ou mesmo num leilão. Precisamos pensar o movimento feminista como um trabalho de desconstrução de representações engessantes do e em feminino/masculino.
    Somos tod@s sujeit@s human@s que deveriam ter a sua cidadania implementada e respeitada. Aliás, fazendo uma digressão, o que é isso de cidadania plena? alguém sabe o que seria cidadania parcial?
    Voltando á propaganda, reparem que a maioria explora associações da imagem da mulher com família, maternidade, sensualidade ou, quando é muito bem sucedida, com um padrão bem próximo do masculino ( o que quer dizer que sendo mulher não pode pensar, ocupar cargos de direção, ser empreendedora, etc… pois são características ditas masculinas).
    O importante disso tudo é que a propaganda funciona com um dos braços que sustenta estereótipos sobre a mulher, reforçando uma representação da mulher anacrônica apenas com novos simbolismos (só para camuflar) e/ou sustentando novos (antigos) paradigmas onde a mulher está ligada à natureza ( pensem na TPM e depois conversaremos a esse respeito).
    Vamos lá meninas, pensando, trabalhando e fazendo com que nossa voz seja ouvida e com que a presenç efetiva da mulher na sociedade possa contribuir para a construção de uma sociedade um pouco mais justa, um pouco mais solidária, que se assemelhe, mesmo que de longe, ao que entendemos por comunidade.
    Beijos para tod@s
    Diana

  2. Maiara Gouveia Disse:

    Diana, Márcia, todas vocês,

    (ah, é claro, e os rapazes que estão conosco pensando e querendo uma sociedade mais justa, conforme as palavras da Diana)

    puxa! Quero participar mais ativamente das reflexões. Caramba, entre um trabalho e outro, uma atribulação e outra, leio vários artigos interessantes, penso em escrever para vocês. Vou encontrar uma brechinha para isso, em breve. De qualquer forma, estou sempre por aqui. Aprendiz cheia de fome. Beijinhos.

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