“porque o importante é escolher bem o presente” (da revista fatos & fotos - gente, de 1976).
1. não deixem de checar o comentário da diana no post anterior, falando sobre maria rita kehl e outras questões.
2. também não deixem de conferir aqui o blog do curso “mujeres-women-mulheres”, da querida ana rüsche.
Etiquetas: publicidade mercadoria gênero

Março 24, 2008 em 9:29 pm
1976: são mais de 30 anos. E será que essa capa seria um escândalo hoje, em 2008, século XXI? Sei não. As propagandas de cerveja não me deixam crer nisso.
Março 25, 2008 em 8:05 pm
Ah, meninas. Um artigo bem bacana que cita, entre outras coisas, o modo como a imagem da mulher é exposta nas mídias:
http://www.cartacapital.com.br/app/materia.jsp?a=2&a2=6&i=345
Março 26, 2008 em 2:55 pm
maiara, obrigada, cara! a gente tá fazendo uma pesquisa sobre mulher na publicidade, e a indústria da cerveja deixa a gente de cabelo em pé!!!!!!
Março 26, 2008 em 5:57 pm
acho que este assunto vale a preparação de um seminário: a imagem da mulher na mídia.
podíamos pensar nisso, que tal?
Março 27, 2008 em 1:27 pm
Ótimo, Fe. Eu estava pensando muito nisso esses dias: a imagem da mulher na mídia é quase uma entidade, a Mulher-Coisa. Parece um fantasma gigante que paira sobre sobre a cabeça das pessoas. Também tem o lance da necessidade de ser bela criada por esse paupérrimo ideal. Mas será que ser bela é ter um ótimo design para compra, venda e troca. Teatro não é mercadoria? Mulher também não. E beleza é um troço muito sutil que não tem a ver com peito de silicone ou atributos comprados no Pitanguy, não acham? Beleza também não é mercadoria, voto por isso.
Márcia, o caso é grave mesmo: quase todas as marcas de cerveja usam a entidade Mulher-Coisa para vender suas garrafas. Claro, essas propagandas são machistas na concepção, na execução e no resultado. Só com os textos e imagens desses anúncios de breja dá para escrever uma tese sobre a relação entre patriarcado e capitalismo.
Beijões, queridas
Abril 5, 2008 em 11:25 am
Creio que o mesmo núcleo - mulher objeto, mulher coisa- aparece noutros tipos de propaganda, de forma mais sutil e por isso mesmo com uma força de penetração no imaginário social bem maior. Vejamos o caso da última propaganda de carro que está sendo veiculada: a voz em off, bem sedutora, é de uma mulher que no final diz que devemos estranhar o fato de uma mulher estar fazendo propaganda de carro, mas é que não haviam homens disponíveis pois todos tinham corrido para a consecionária.
Essa é bem leve porém uma análise nos mostra o que a mulher espera de um homem- um carrão- para que a conquiste; que gostar ou entender de carro não é coisa de mulher, ou seja carro é potência, velocidade, liberdade e esses não são atributos da mulher.
Poderíamos continuar a análise mas ficaria exaustivo e até mesmo leviano por não partir de um trabalho concreto de pesquisa. Isso foi só para vocês verem que as imagens preconceituosas de mulher veiculadas pelas propagandas vão muito além daquelas mais óbvias (estas até permitem e/ou geram uma reação, e creio que contam com esta como um plus para que as pessoas memorizem o comercial), trabalham “subterrâneamente” reforçando estereótipos antigos com roupagens “politicamente corretas”.
A discussão deve ser a fundo, sobre o papel da mídia na criação e/ou refôrço de representações sociais de mulher implementando um imaginário de coissificação d@s sujei@s humanos, sobretudo a mulher, que desta forma tornam-se objetos de consumo, descartáveis, feitos para virar dejeto, ou seja, não passar de merda após serem canibalisados pela sociedade de consumo implantada pelo capitalismo tardio.
Beijos (e não se deixem transformar em puros dejetos poeque @ ser human@ é sobretudo critativo, capaz de constante re-criação de si mesmo e do mundo)
Diana