o que pode uma mulher?

artigo de maria rita kehl.  o único defeito é que começa citando um verso do “mulheres de atenas” chico buarque, aquele da delicadeza duvidosa.

trecho:

“Temos também Michele Bachelet no Chile e Angela Merkel na Alemanha. Benazir Bhuto sacudiu a ditadura no Paquistão. A Somali Ayaan Ali, refugiada na Holanda para escapar da lei islâmica, foi deputada pelo partido conservador de lá. As mulheres estão tomando o poder? O mundo vai virar de cabeça pra baixo? Não nos precipitemos. Mulheres no poder não constituem uma novidade assim tão espantosa. Pensem na rainha Vitória, em Catarina de Médicis e Isabel de Castela. No século XX tivemos Margareth Tatcher, Indira Ghandi, Golda Meir. O poder é um lugar que tolera excentricidades, desde que não alterem seu funcionamento e os compromissos que o sustentam”.

na íntegra, aqui.

4 Respostas para “o que pode uma mulher?”

  1. ana rüsche Disse:

    hola, girls!

    ah, bem legal.

    lá no nosso curso mujeres-women-mulheres a gente montou um blogue, http://www.8flagrantes.wordpress.com. no feriado agora cadastrarei as pessoas e colocarei tudo on line. vai ser também um lugar para debater processo.

    olha só, e não esqueçam de comparecer no lançamento de Cartas a Legba, da Susan Willis, na FFLCH. Dia 26.03, 20h. Acompanha debate com ela, Maria Elisa Cevasco, Maria Rita Kehl e Isabel Loureiro. Tá no site da Boitempo. Darei aula no dia, mas quero muito que todo mundo vá, vai ser foda. :)

    feliz por também encontrar a maiara aqui!

    beijinhos

  2. marcia bechara Disse:

    ana!!!!!! querida!!!! que excelentes dicas!!! irei sim! acho que a fê pode também! e conta do curso, quem sabe a gente não aparece? beijo!

  3. Diana Azevedo Correia de Souza Disse:

    Como sempre, os artigos e livros da M. Rita Kehl são bastante instigantes.
    Além do mais, como mulher e profissional, vem trabalhando em prol da desconstrução de esteriótipos e de um imaginário sobre a mulher que ainda está presente em nossa sociedade. Fundamentar, como critério de verdade, a diferença entre sujeitos a partir da diferença sexual, eis o absurdo para o qual a autora nos chama a atenção. Delicadeza (não imbecilidade!) constitui uma qualidade a ser cultivada por tod@s @s human@s. Delicadeza para buscar novas formas, mais criativas, de encontrar e dar prazer na vida toda, inclusive na vida sexual. Delicadeza para aceitar o diferente, podendo discordar poprém sem excluir, desvalorizar, diminuir. Estar juntos numa relação comunitária, único locus para a construção das tão buscadas liberdade e felicidade, pressupõe um mínimo de delicadeza.
    Aliás, para quem gosta e quer aprofundar-se nos temas sobre questões de gênero e o feminino, o livro da mesma autora “A mínima Diferença”, é excelente. E aí vai outra dica: “Ressentimento”, da mesma autora, é um banho para uma reflexão pessoal sobre o que fazemos com a nossa potência vital, passando pelas questões do famigerado masoquismo feminino.
    Para terminar, acho que vocês ainda vão me escutar muito nesse blog.
    Diana

  4. marcia bechara Disse:

    diana! seja MUITO bem-vinda!

    sua contribuição é ultravaliosa não apenas como mulher pensadora e ativista, mas ainda como parte determinante do imaginário feminino (e feminista, por que não?) de pelo menos 50% deste elenco né?

    puxa vida, ainda mais com este nome mitológico de guerra e delicadeza!!!! a intelocutora mais-que-perfeita! eu, como colega da fê, fico muito feliz e como aprendiz de feminismo, fico MUITO, mas MUITO atenta.

    bjos enormes e volte. SEMPRE.

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