domingo, dia 06 de abril, tem “as atuadoras” no teatro fábrica, em são paulo, com o trabalho “mulher a vida inteira”, numa apresentação especial só para mulheres, artistas e pensadoras da cultura!
vai perder, chapa? não, né?
domingo, dia 06 de abril, tem “as atuadoras” no teatro fábrica, em são paulo, com o trabalho “mulher a vida inteira”, numa apresentação especial só para mulheres, artistas e pensadoras da cultura!
vai perder, chapa? não, né?
publicidade de revista da década de 70! ridííííículo.
e quando me falam que isso aí de cima já era, eu me lembro do taxista que me transportou há uns meses atrás e insistia que eu deveria ter “pelo menos um filho”, porque a mulher “foi feita para isso”.
eu dei muito escândalo.
gosto da idéia do seminário “a mulher na publicidade”. podíamos todas reunir o máximo de material possível, pesquisando.
“porque o importante é escolher bem o presente” (da revista fatos & fotos – gente, de 1976).
1. não deixem de checar o comentário da diana no post anterior, falando sobre maria rita kehl e outras questões.
2. também não deixem de conferir aqui o blog do curso “mujeres-women-mulheres”, da querida ana rüsche.
artigo de maria rita kehl. o único defeito é que começa citando um verso do “mulheres de atenas” chico buarque, aquele da delicadeza duvidosa.
trecho:
“Temos também Michele Bachelet no Chile e Angela Merkel na Alemanha. Benazir Bhuto sacudiu a ditadura no Paquistão. A Somali Ayaan Ali, refugiada na Holanda para escapar da lei islâmica, foi deputada pelo partido conservador de lá. As mulheres estão tomando o poder? O mundo vai virar de cabeça pra baixo? Não nos precipitemos. Mulheres no poder não constituem uma novidade assim tão espantosa. Pensem na rainha Vitória, em Catarina de Médicis e Isabel de Castela. No século XX tivemos Margareth Tatcher, Indira Ghandi, Golda Meir. O poder é um lugar que tolera excentricidades, desde que não alterem seu funcionamento e os compromissos que o sustentam”.
na íntegra, aqui.
sintonia fina a da maiara gouveia com a gente, ela que deixou um comentário ótimo no post abaixo.
eu estava me preparando para lever ao instituto religare, no dia de nossa apresentação (08/03/08), algumas folhas impressas com letras do tom zé do disco “estudando o pagode na opereta segregamulher”, pra ler na discussão que se seguiria à apresentação das cenas de “carne”.
acabei não levando, mas a maiara ótima se antecipou e manda essa:
“– Sofrer a dor, no homem, é coragem; na mulher, masoquismo. A sociedade de dominação criou esse conceito.
– O escravismo vê metade da humanidade como peças de propriedade a serem controladas. E a escravização e abate de animais para subsistência também fundamenta a visão da mulher como procriadora ou tecnologia sexual reprodutiva. Como propriedade do homem, cuja sexualidade tem como função ser controlada e servir aos “proprietários” homens”.
tudo isso, do disco do tom.
valeu, maiara! pauta maravilhosa essa.
artigo de joana maria pedro, da universidade federal de santa catarina, sobre michelle perrot.
este blog se destina a acompanhar e refletir sobre o processo de trabalho de “carne”, da cia kiwi de teatro, com fernanda azevedo e márcia bechara, intervenções musicais de eduardo contrera, direção de fernando kinas.