“Carne” (Youtube, 8 min)
Setembro 14, 2009 por Fernanda AzevedoOración a Nuestra Señora de los Deseos
Agosto 14, 2008 por fernanda azevedoOración a Nuestra Señora de los Deseos
Virgen de los Deseos, amante de la vida,
hermana de los sueños e hija de la esperanza,
protégenos a todas nosotras
negras, morenas y blancas;
indias, putas y lesbianas;
y haz brotar desde la tierra las ilusiones necesarias
para que sigamos luchando.
Líbranos de racistas, homofóbicos, corruptos,
machistas y clasistas;
también de predicadores y curas hipócritas
para que nuestras hermanas pobres de rebeldía
vuelvan a soñar y en ellas se siembre la alegría.
Protégenos de los dioses que quieren imponernos
para que no nos priven de probar la tentación de
ser libres.
Haz que no falte el pan en nuestra casa,
que tampoco falte la miel que endulza nuestros días
y el vino que acopaña nuestras fiestas,
para que cada día celebremos por la vida,
por el amor, la ternura y las esperanzas.
No te olvides Virgen Nuestra
de todas nuestras hermanas, madres y abuelas
que yacen en tu vientre (la tierra),
para que con toda tu sabiduría
aprendamos a amarnos las unas a las otras
tanto como tú nos amas Virgen amante y amiga.
Haz que creamos en nosotras mismas
y que la desobediencia lata en los corazones de
todas las niñas
para que este deseo de ser felices se renueve cada día
en todas las que vienen y vendrán, por siempre…
Amén
Virgen de los Deseos
Calle 20 de Octubre # 2060
(entre Aspiazu y J.J. Pérez)
Teléfono: 2413764
La Paz – Bolivia
Dois anos da lei Maria da Penha!
Agosto 10, 2008 por fernanda azevedoApós dois anos de vigência da Lei, 300 Promotoras Legais Populares, mulheres líderes comunitárias de todo o País, reúnem-se para exigir maior compromisso do Estado para a implementação da Lei
Pesquisa Ibope mostra a percepção da população sobre a Lei Maria da Penha
Mais de 300 Promotoras Legais Populares das cinco Regiões do país se reúnem em Brasília para debater e avaliar a implementação da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340), que trata da violência doméstica e familiar contra as mulheres nos Municípios, Estados e no Poder Judiciário.
O Encontro Nacional de Promotoras Legais Populares acontece nos dias 6 e 7 de agosto, data em que a Lei Maria da Penha foi sancionada pelo presidente da República há dois anos. O evento é realizado pela ONG Themis – Assessoria Jurídica e Estudos de Gênero, em parceria com organizações de mulheres de todo o país e com apoio da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).
Quem são as Promotoras Legais Populares
São mulheres, líderes comunitárias de camadas populares, de diferentes áreas profissionais, que freqüentam um curso de educação jurídica, que capacita sobre a estrutura do Estado e do Direito e as principais leis relacionadas às questões dos direitos humanos das mulheres, promovendo o exercício da cidadania.
O Encontro de Promotoras tem como objetivos avaliar o impacto da Lei Maria da Penha na prevenção e punição da violência doméstica e exigir que os mecanismos institucionais de proteção previstos na Lei saiam do papel e tornem-se acessíveis a toda a população.
Maria da Penha Maia Fernandes, símbolo da luta contra a violência doméstica, confirmou sua presença. Saiba + sobre a mulher que deu nome à Lei
Documento com propostas e recomendações será entregue as autoridades
As Promotoras Legais Populares reuniram, ao longo de seu trabalho, casos exemplares de violação dos direitos das mulheres e denúncias do descaso do Poder Público pela não aplicação da Lei Maria da Penha. Esse material será a base para a discussão das participantes do Encontro e para a formulação de propostas e recomendações que incidam sobre um maior comprometimento com a efetiva implementação da Lei por parte de todas as instâncias dos Municípios e Estados, em especial, do Judiciário e da área de Segurança Pública.
Em 7 de agosto, as Promotoras farão uma caminhada até o Palácio do Planalto para entregar o documento ao presidente da República em exercício, José Alencar, ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Gilmar Mendes, ao presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Humberto Gomes de Barros, à ministra da Secretaria de Políticas Públicas para as Mulheres, Nilcéa Freire, e ao ministro da Justiça, Tarso Genro.
Pesquisa inédita realizada pelo Ibope sobre a Lei Maria da Penha
Também em 7 de agosto, durante o Encontro de Promotoras Legais Populares, serão divulgados dados da pesquisa encomendada pela Themis ao Ibope, acerca da percepção da população sobre a Lei Maria da Penha.
Magnitude da violência contra as mulheres no país é desconhecida
Pesquisa Ibope/Instituto Patrícia Galvão de 2006 revela que 51% dos homens e mulheres entrevistados conhecem casos de agressões a mulheres. Entre as mulheres este conhecimento é maior (54%). Os segmentos que expressam taxas maiores de familiaridade com esse drama são de pessoas de 25 a 29 anos (59%), com escolaridade superior (59%), e moradoras da periferia (57%).
Rede de serviços instalada é insuficiente
De acordo com a Secretaria de Políticas para as Mulheres, existem no Brasil 108 Centros de Referência de Atendimento à Mulher, 404 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), 50 Juizados de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, 15 Defensorias Públicas da Mulher e 65 Casas-abrigo.
Apesar da criação desta rede, ainda faltam investimento e capacitação profissional. São Paulo, o Estado mais rico do país, por exemplo, não instalou até hoje nenhum juizado especial de atendimento à mulher, o que evidencia a insuficiência de equipamentos. Assim como o Judiciário gaúcho, que tem uma imagem de vanguarda, instalou somente um juizado na capital.
Além disso, o Estado brasileiro não dispõe de dados sobre os casos registrados de violência contra mulher e de atendimentos realizados. Os números disponíveis, ainda que insuficientes, são levantados principalmente pela SPM e por meio do trabalho e controle social de algumas organizações de mulheres, que cobram do governo um maior investimento em pesquisas. Esse desconhecimento da real dimensão do problema dificulta a elaboração de políticas públicas adequadas para o enfrentamento à violência.
Encontro Nacional de Promotoras Legais Populares
Data: 6 e 7 de agosto de 2008
Local: CET/CNTC-Centro de Eventos/Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio
SGAS Quadra 902 Bloco C – Brasília
Telefone do Centro de Eventos: (61) 3214-8000

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Mulher deve evitar homem “pudim de cachaça” para se proteger, diz juiz do RS
CÍNTIA ACAYABA
DA AGÊNCIA FOLHA
Um juiz de Erechim (396 km de Porto Alegre), que se opõe à Lei Maria da Penha, recomendou às mulheres, como “melhor forma” de proteção contra a violência doméstica, não escolherem “homem bagaceiro e pudim de cachaça”.
O juiz substituto da 2ª Vara Criminal, Marcelo Mezzomo, contrário à lei por considerá-la inconstitucional, fez a declaração a um jornal local. Ontem, reafirmou sua posição à Folha.
“Eu disse isso porque nós temos constatado que a maioria dos casos de violência doméstica decorre do alcoolismo.” Para o juiz, casais deveriam se separar quando a relação se torna inviável. Mezzomo extinguiu, apenas em julho, 32 processos com base na lei.
Em nota, o CNDM (Conselho Nacional dos Direitos da Mulher) repudiou as declarações do juiz. “Interpretar a Lei Maria da Penha como inconstitucional é fazer a manutenção não apenas de práticas discriminatórias, mas de um conceito de direito que não cabe em sociedades democráticas.”
Serviço de ajuda a mulheres agredidas dobra atendimento
Maior crescimento no sistema Ligue 180 foi de pedidos de informações sobre a lei
Ligações para denunciar violência contra mulheres subiram de 8.693, no primeiro semestre de 2007, para 9.542 neste ano
JOHANNA NUBLAT
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
O número de atendimentos do Ligue 180, que recebe ligações envolvendo mulheres em situação de violência, mais que dobrou no primeiro semestre deste ano em comparação com o mesmo período de 2007.
Foram 121.424 atendimentos de janeiro a junho deste ano para esclarecer dúvidas, colher relatos de violência doméstica e encaminhar vítimas a delegacias ou defensorias, na maioria das vezes. No mesmo intervalo de 2007, o total foi de 58.417, segundo a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.
Pela manhã, a secretaria informou que o total de atendimentos em 2008 somava 121.891. Procurada pela Folha à noite, a secretaria não soube informar qual seria o dado correto. A diferença entre os totais é pouco significativa.
Ligações para relatar ou denunciar casos específicos de violência subiram de 8.693, no primeiro semestre de 2007, para 9.542 neste ano.
Crescimento maior foi verificado no número de pedidos de informação especificamente sobre a Lei Maria da Penha, que completou ontem dois anos de vigência. Foram 49.025 atendimentos neste ano, contra 11.020 em 2007.
Para a secretaria, o aumento se deve a uma modificação no atendimento e a uma maior divulgação da Lei Maria da Penha. Para especialistas, não é possível dizer que a violência contra a mulher aumentou.
Em comemoração dos dois anos da lei, foi divulgada uma pesquisa do Ibope em parceria com a ONG Themis que mostra o apelo da lei na sociedade.
Das 2.002 pessoas consultadas, 68% disseram conhecer a lei, mesmo que superficialmente. Um dado de destaque aponta que apenas 52% das pessoas disseram que a mulher costuma procurar ajuda quando sofre violência doméstica. Outros 42% afirmaram que a mulher não procura apoio.
A pesquisa ouviu as pessoas em 142 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Apesar da lei, a violência contra a mulher ainda está envolta em “silêncio negro”, diz Marisa da Silva, 45, uma das cerca de 300 promotoras legais populares presentes -líderes comunitárias que receberam treinamento jurídico para prestar ajuda em comunidades.
Elas entregaram um documento ao presidente da República em exercício, José Alencar, e ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, pedindo mudanças para a implementação total da lei, como ampliação do funcionamento das delegacias especiais e melhoria da estrutura de centros para a mulher.
Outras entidades também criticaram a falta de estrutura para acolhimento da mulher em situação de violência e ao não-acatamento da lei por parte de alguns juízes.
Trabalho cênico “Carne” – projeto
Agosto 7, 2008 por fernanda azevedoPra quem se interessar, em anexo o projeto do trabalho cênico “Carne”, da Kiwi Cia de Teatro.book-carne-baixa
Kiwi na FLAP
Julho 31, 2008 por fernanda azevedoA Kiwi Companhia de Tearto estará presente na mesa da FLAP sobre dramaturgia (junto com a Cia do Latão, Cia do Feijão, Reinaldo Maia – Folias d’Arte e Maria Silvia Betti), no próximo domingo (03/08), na Casa das Rosas (Av. Paulista, 37), às 11h e apresentará um trecho do romance Lust, de Elfriede Jelinek – autora feminista e marxista, que está presente na construção do roteiro do trabalho cênico Carne.
sobre a FLAP http://flap2008.wordpress.com/programacao-sp/
A FLAP! é um festival de literatura (alternativo?) que acontece em São Paulo e também no Rio de Janeiro. Comparece muita gente de tudo quanto é lugar e é gratuito. Esse ano será de 1º a 8 de agosto.
.Escolhemos por tema Zona Franca: nos remete à idéia da troca comercial entre nações e delimita um território onde há o estímulo à circulação do capital financeiro. A proposta da FLAP! 2008 é adulterar esse conceito, transplantando-o para contexto cultural. A exemplo do Festival Tordesilhas, que em 2007 propôs um amplo debate de autores ibero-americanos, a alarga suas fronteiras, convidando para sua FLAP! 4ª Edição mais de 20 escritores latino-americanos.
.O programa traz uma semana inteira de eventos, com trocas de experiências entre diferentes gerações, saberes e lugares.
.Da zona leste a oeste, passando pelo sul e sem abandonar o centro de São Paulo, a FLAP! acontecerá em centros culturais diversos, estimulando o contato entre autores, produtores culturais, acadêmicos, estudantes e interessados em geral. Como essencial ao espírito do evento, permanecem a informalidade, os debates apaixonados e a ampla participação do público.
.O portuñol será idioma oficial do evento, que por 8 dias agregará uma comunidade cujo principal traço é o interesse pela literatura contemporânea e a sua relação com as outras artes.
.No melhor espírito 2.0 08 e com tecnologias simples, nada além de um blogue e uma webcam, os organizadores transmitem, ao vivo e com chat, discussões sobre o evento e leitura de poemas (via www.ustream.tv). Outra inovação é evidenciar a rede de blogues amigos, o uso do twitter e contar detalhes de “como se organiza o evento” nas postagens. Os convidados latinos também poderão escrever diretamente no blogue oficial do evento.
Y viva la conexión!
Caminhada Donde Miras
Julho 30, 2008 por fernanda azevedoDONDE MIRAS – Um espaço de liberdade
Atores, escritores, cineastas, artistas plásticos, músicos, dançarinos, produtores culturais, poetas, educadores e fotógrafos, comprometidos ativamente com a produção e difusão cultural na cidade de São Paulo, principalmente em suas regiões periféricas.
http://expediciondondemiras.blogspot.com/
Oficina “Teatro, espetáculo e mercadoria”
Junho 1, 2008 por fernanda azevedoAntes de mais nada, facilitar o acesso da maioria
Junho 1, 2008 por fernanda azevedoEstado de São Paulo – Kil Abreu
A polêmica em torno da forma ideal de fomento ao teatro brasileiro é o instante em que os desiguais assumem, finalmente e por força das circunstâncias, a desigualdade. Ao que parece o debate chegou a este ponto por absoluta necessidade e pede posições que podem ser exemplares não só para o ambiente teatral, mas para a discussão das políticas culturais como um todo.
Ainda que se corra o risco das simplificações, pode-se dizer que o processo que levou ao momento atual comporta, de um lado, os agentes de um teatro “de mercado”, que neste momento advogam a Lei Geral do Teatro. São artistas e produtores que nos últimos anos foram, bem ou mal, amparados mais generosamente pela política de incentivo via renúncia fiscal, e que sugerem agora a desburocratização do acesso aos benefícios da Lei e o comprometimento real, mínimo que seja, do empresário, até aqui o verdadeiro gestor dos recursos para a cultura.
A questão é que a Lei Rouanet, inspirada no mecenato, nem de longe, e nem mesmo agora, coloca o empresário na condição que se anuncia. O mecenas, como sabemos, acaba sendo o próprio Estado que, entretanto, não assume a função de fazer as mediações necessárias. Delegada a tarefa inteira ao mercado, às suas escolhas e às suas dinâmicas, nestes anos já aprendemos o bastante, e mansamente, que no Brasil o dinheiro público é correlato de cultura privada.
E com isso naturaliza-se mais uma forma de exclusão. Cada vez que as contradições são expostas aponta-se com mais clareza a parcialidade e a injustiça operadas através da Lei.
Entretanto, muitos grupos e companhias de todo o País, que foram escassamente subvencionados, se organizaram nos últimos anos e conseguiram pautar a discussão a partir de outros modelos de gestão, que incluem não só recursos definidos em Lei, mas parâmetros mais democráticos de escolha dos projetos e a previsão de retorno do investimento em favor da população. A experiência da Lei de Fomento ao Teatro, de São Paulo, inventa um paradigma que, a despeito de atender apenas a uma parte dos artistas – aqueles dedicados ao trabalho continuado – é exemplar no capítulo que mais
interessa: o do gerenciamento do dinheiro público em benefício da cidade. A proposta da Lei de Fomento ao teatro brasileiro, que agora também se discute, segue estes parâmetros, que parecem mais justos, com o ganho de alcançar outras demandas: a pesquisa artística, mas também a produção e a circulação.
Quando essas duas posições se firmam, o primeiro problema que se coloca, então, é o de que não é possível tratar propósitos, meios e fins tão diferentes como se fossem iguais. É preciso tomar partido e criar
alternativas mais avançadas. Há que se criar instrumentos que dêem conta de alcançar a vocação política que o teatro carrega por natureza. Para além do fato de atender a estes criadores e não aqueles – o que, por si, já representa outro gritante descompasso – o incentivo via renúncia fiscal deveria ser questionado antes de tudo por não retornar publicamente o investimento público, e para o usufruto da cidade, não apenas de uma parte dos cidadãos. É preciso pensar a Lei como meio de fomento ao teatro, mas isso significa, antes mesmo do espetáculo e da discussão estética, facilitar o acesso da maioria. Do contrário pode-se maquiar o que já está posto desta ou daquela maneira. Será mais do mesmo.
Kil Abreu é jornalista, crítico e pesquisador do teatro. Foi diretor do Departamento de Teatro da Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy
“não se deixe enganar”
Abril 30, 2008 por Fernanda Azevedocom vocês, a ridícula, preconceituosa e equivocada reportagem do portal IG.COM, que ensina adolescentes brasileiros a identificar um travesti “nos primeiros cinco minutos”.
como se os garotões da classe média brasileira não adorassem uma rola, assim como o atacante ronaldo.
para ler a bobajada estúpida, é só clicar aqui.
algumas coisas
Abril 9, 2008 por Fernanda Azevedogente, por motivos engraçados (que não ouso contar aqui, haha), andei fuçando o site do museu do brooklin, em nova iorque, e achei uma espécie de linha do tempo das artistas feministas americanas, clica aqui pra ver…
e aqui, um blog da comunidade feminista do museu…
e ando conversando com a geisa, que organiza o ladyfest, e ela me indicou umas leituras sobre a questão queer (que eu adoro), textos da bourcier e da greer.
alguém tem textos delas em inglês ou português? a geisa só tem em francês, e eu não sou tão francófona assim, haha.


